segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Analfabetismo, um desejo de todos? Não!

Analfabetismo, um desejo de todos? Não!

A educação é como um caminho que é criado a cada passo que damos que depois quando olhamos para trás, vemos uma estrada a ser seguida.
Lendo o artigo sobre analfabetismo me veio a mente uma preocupação que tenho. Sempre reflito no fato dos analfabetos votarem e fico tentando entender quem leva vantagem nisso. Eu acredito que muitos políticos se beneficiam de problema, pois é fato que é mais fácil para alguém mal intencionado convencer uma pessoa sem estudo do que uma pessoa estudada, se grande parte da população for analfabeta e a maioria desses analfabetos estarem aptos a receberem os “benefícios” que o governo disponibiliza para as pessoas carentes, o problema irá piorar e esses políticos terão maiores vantagens.
Fico realmente convencida que o governo quer que o povo seja ignorante quando vejo que milhares de trabalhadores, muitos com nível superior, são facilmente induzidos a fazerem greve, como se fossem crianças “teimosas” e assumem uma postura de quem é incapaz de estudar para melhorar seu padrão de vida. Eles não têm forças para se qualificarem e conseguirem uma função melhor remunerada na empresa e utilizam da força para obrigarem o aumento de salário. E ainda não percebem que estão trabalhando como um rebanho em função do beneficio dos sindicalistas e dos políticos aproveitadores.
Outro fato que constatamos quando analisamos a educação no Brasil é de que os governos investem muito pouco na educação, os professores recebem salários vergonhosos e ao mesmo tempo em que as leis constitucionais que garantem a educação para todos são descumpridas, os governos seguem a risca todas as restrições da lei que impedem um melhor tratamento para os professores, e a melhora na educação.
Porém sempre acreditei que a educação é uma estrada a ser criada pelo próprio individuo. Se observarmos a maioria dos profissionais de hoje que estão se aposentando por tempo de serviço são pessoas que vieram de famílias humildes, muitos moravam na zona rural e seus pais praticamente trabalhavam na roça, outros que já moravam nas cidades tinham seus pais trabalhando em empregos humildes, como padeiro, engraxate, barbeiro, sorveteiro, mesmo assim conseguiram se formar e se tornaram ótimos profissionais que trabalharam por 25, 30, 40 anos. Portanto o analfabetismo não vem somente da falta de investimento em educação, mas existe também porque muitas pessoas não possuem o interesse em aprender, por isso precisamos investir no desejo de aprender, uma vez lançada a semente o povo irá exigir do governo as mudanças, o povo irá utilizar seu voto para fazer o país mudar para melhor.

“Vamos celebrar nossa justiçaA ganância e a difamaçãoVamos celebrar os preconceitosO voto dos analfabetosComemorar a água podreE todos os impostosQueimadas, mentirasE seqüestros...”
(Renato Russo)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Precisamos de uma Educação do Povo ou Educação para o Povo?

Para argumentar sobre esse assunto é preciso demonstrar meu ponto de vista sobre o que é “Educação do Povo” e o que é uma “Educação para o Povo”
Quando leio ou ouço o termo “Educação do Povo” vem em mente a educação popular aquela que passamos de pais para filhos e também o conhecimento que as pessoas adquirem com a experiência de vida que durante gerações foi suficiente para a boa convivência entre as pessoas.
Já o termo “Educação para o Povo” me faz pensar sobre uma educação voltada para as necessidades das pessoas, uma educação baseada no que as pessoas vivenciam, portanto tendo como base a própria “Educação do Povo”.
Porém se observarmos a “Educação do Povo” hoje em dia veremos que ela está muito defasada e pior ainda, contaminada por atitudes ruins de forma que não está sendo mais útil para o povo.
A boa educação passada de pai para filho não está sendo suficiente. Muitos pais já não se preocupam em ensinar coisas boas para os filhos e ainda incentivam os filhos a tomarem atitudes desleais e imorais. Poucos dos pais que ainda se preocupam em dar bom exemplo e ensinar a boa moral e bons costumes enfrentam um problema enorme, pois bate de frente com a maioria da sociedade que tenta ensinar o contrário.
Outro problema é que se observarmos a realidade de como vem sendo aplicada a “Educação para o Povo”, veremos que não é oferecida a educação que o povo necessita, mas é passado para o povo os princípios que atendem os interesses dos grandes anunciadores de produtos e da moda, o povo também é “educado” de forma a favorecer a corrupção política e judicial e a serem consumistas.
Nesse caso a “Educação para o Povo” deveria ir de encontro com os problemas encontrados na sociedade, o povo precisa ser orientado sobre seus direitos e obrigações legais, seus direitos e obrigações políticas, ainda aprender sobre economia domestica, prevenção contra as drogas e DSTs. O povo precisa saber que existe a educação moral e cívica que permite o bom convívio entre as pessoas
Hoje em dia essas coisas não se aprendem mais em casa e a sociedade também não transmite esse conhecimento para as pessoas.
Para concluir a “Educação do Povo” é um ponto de referencia para saber como a “Educação para o Povo” deve ser aplicada e quais assuntos abordar.

O POVO BRASILEIRO

A cultura e o modo de ser do “Povo Brasileiro” começou a se desenvolver do confronto da cultura dos portugueses com as culturas indígenas dos nativos e africanas essa relacionada aos escravos.
Dessa relação entre essas três culturas totalmente distintas surgiu o “povo novo”, que seria o povo brasileiro, um povo totalmente mestiço, diferente de qualquer povo que existia na terra.
Porém mesmo o povo sendo uma nova civilização eles ainda estavam plenamente conectados ao povo europeu, tendo que seguir suas regras, leis e ainda servir esses países com grande poder aquisitivo, principalmente Portugal, com produtos de extração e manufaturados.
A sua cultura tem base predominante na cultura européia, porém sofreu diversas mutações, assimilando costumes indígenas e africanos.
Mesmo com o fato de a população brasileira ter presenciado várias influencias culturais distintas, isso não causou uma divisão de culturas e povos dentro de um mesmo país, mas ocorreu o contrario, elas se fundiram formando as características básicas do povo brasileiro. Porém existem pequenas exceções que seriam aqueles grupos de imigrantes europeus, asiáticos e africanos que mantém seus costumes e fisionomias físicas mesmo depois de muito tempo, grupos tidos como “colônias”.
Mesmo o povo tendo três principais matrizes, européia, indígena e africana, o povo não possui, característica única, pois ele sofreu influencias do clima da região em que vive, do relevo e das atividades econômicas exercidas, de forma que sua fisionomia, costumes e dialetos, se diferenciem de uma a outra região.
Já a introdução de outros povos que ocorreu, como o povo da região do Golfo Pérsico, como árabes e os asiáticos, como os japoneses, não foram suficientes para causarem influencia significativa na população, alterando os costumes apenas de poucos indivíduos.
Com esse perfil de mistura de culturas e raças acreditasse que no Brasil não deveria existir distinção racial, tão comum nos países europeus, onde a mistura de raças quase não acontece, porém no Brasil existe uma distinção mais explicita, seria a distinção social onde as raças não tem forte influencia como um fator de divisão de classes. A distinção social é quase que totalmente influenciada pelo poder aquisitivo.
Da mesma forma que ocorria no começo da formação do povo brasileiro, em que ele trabalhava e existia para servir o povo europeu, portugueses com alto poder aquisitivo, ainda acontece hoje.
O povo brasileiro se tornou uma mão de obra quase que escrava se observarmos os lucros dos poucos detentores do dinheiro e a divisão desse lucro com as pessoas que são utilizadas para sua arrecadação, isto é a divisão dos lucros com as classes médias e baixas que são predominantes no Brasil.
Portanto a meu ver o povo brasileiro se tornou um povo muito bom para produzir e trabalhar, pois leva no seu sangue e na sua cultura ótimas qualidades e experiências de três principais raças que possuíam capacidade intelectual, criatividade, experiência técnica e capacidades físicas diferenciadas. E essas qualidades sempre foi muito bem aproveitado por terceiros.

Adaptado do texto de Darcy Ribeiro (O POVO BRASILEIRO – INTRODUÇÃO)

A pedagogia e a Educação Infantil

Uma pesquisa sobre a pedagogia infantil pode identificar vários fatores regulares percebidos no processo de educação, fatores que precisam ser investigados. Pois acreditasse que a pedagogia é um campo de estudo que ainda precisa ser muito desenvolvido.
O ambiente pedagógico não está preso somente ao ambiente escolar, mas em todos ambientes onde a criança vivencia uma experiência educativa, como fora da escola, em casa, e nas creches. Porém a forma de educação nesses ambientes não escolares deve ser diferenciada da forma de educação escolar.
No Brasil essa idéia vem sendo implantada dês da década de sessenta, porém essa pratica se iniciou de forma padronizada ao ensino tradicional, seguindo o mesmo plano, porém com praticas adaptadas a idade das crianças, ai nascia a pré-escola.
A mudança ocorre na forma teórica que nos dá um novo conceito que altera a forma de pensar e exercitar a educação da criança de 0 a 6 anos, deforma que surgiu um novo campo da ciência social a ser estudado pela pedagogia.
Uma dificuldade para o desenvolvimento da pedagogia é que ela dificilmente é considerada uma ciência autônoma e ainda outros não a consideram uma ciência, mas somente uma pratica que é aplicada, como um estudo da pratica educativa se tornando parte da ciência da educação. Porém a pedagogia possui suas próprias qualidades que a diferencia das outras ciências que apóiam a pedagogia, por isso não podemos fracionar a pedagogia instituindo cada parte dela a uma ciência diferente.
Segundo “Pimenta” a pedagogia não é a atividade de ensinar mas sim o estudo dessa atividade, a pratica de ensinar é o ambiente onde a pedagogia colhe as informações a serem estudadas e depois as devolve em forma de teoria a ser praticada pelo educador, atestando o que dizia Sacristán, que a pedagogia “vai perseguindo a sombra que ela mesma tem que ir criando”.
A Pedagogia na modernidade teve seu inicio marcado por dois princípios que davam a idéia que a pedagogia precisava se alimentada por disciplinas auxiliares e que a pedagogia precisava se unir a psicologia.
Hoje em discuções procura-se estudar a didática que hoje atua principalmente o ambiente escolar, ignorando todo ambiente pedagógico que nos oferece a vida social, praticado na família ou nos relacionamentos ocorridos com outros seres da sociedade.
A didática tem como auxiliar o educador na função pedagógica, de forma que as instituições de ensino infantil pré-escolar, devem praticar uma didática diferenciada das escolas. Porque diferente da escola que ensina os conhecimentos básicos as pré-escolas e creches tem como objetivo completar a educação familiar num ambiente coletivo para a criança de 0 a 6 anos.
O problema com o ensino de conhecimentos específicos padronizados é que a educação infantil não tem intenção de ensinar conteúdo, mas se preocupa com a formação dos professores, a educação infantil deve se preocupar com quais conhecimentos deve ter o educador, analisando as experiências vivenciadas pelas crianças.
As experiências vivenciadas pela criança no começo de sua vida são muito diferentes das experiências das crianças em idade escolar do ensino fundamental, porém apesar da educação das crianças de 0 a 6 anos ser diferenciada das crianças do ensino fundamental, deve haver um elo entre o que é ensinado aos dois grupos de crianças.
Um fator importante é não atrelar a educação infantil somente ao contexto ensinar mas sim identificar a educação infantil ao contexto educar, dessa forma a educação infantil não fica restrita somente a escola e ela poderá adquirir proporções gigantescas, assim a educação infantil irá atuar em todos ambientes em que a criança estiver, principalmente no ambiente familiar.
Portanto é possível haver uma padronização na pedagogia e na didática, mas é importantíssimo haver adaptações influenciadas pelas diversas faixas etárias, estados sociais e familiares, autônima dos educadores e das crianças e ambientes em que vivenciam suas primeiras experiências.

A avaliação e o papel social da educação escolar

(Oferecimento AKS TRANSPORTE)
Quanto ao assunto “avaliação, não podemos confundir avaliar com medir, avaliar é um processo em que realiza medições com provas e testes, atribuir notas e conceitos são apenas ferramentas para coletar informações que serão utilizadas na avaliação.
Avalia-se para tentar manter ou melhorar nossa atuação futura, medir refere-se ao presente e ao passado, portanto a medição é essencial para a avaliação, mas não é tudo.
Avaliar refere-se estudo das informações obtidas, sendo usada no sentido de um acompanhamento do desenvolvimento do estudante para planejar melhoras nas futuras ações educativas.
Avaliação formativa: é a que acontece ao longo do processo, com o objetivo de reorientá-lo.
Avaliação somativa: ocorre no final do processo com a finalidade de apreciar o resultado.

A concepção de educação e avaliação
A avaliação é parte do processo de ensino e aprendizado, e não o ponto final desse processo, as avaliações fornecem informações importantes para esse processo, por isso ela deve ser feita constantemente e não em forma de pontuação para que seja evitada a exclusão que pode ser incentivada pela reprovação, fazendo com que a avaliação perca seu sentido, pois caso a avaliação demonstre um resultado negativo ela estará demonstrando o que é preciso ser feito para melhorar o processo de educação.
Precisamos transformar a pratica da avaliação em ferramenta de evolução do processo de ensino e aprendizagem.

A característica processual da avaliação
Quando se elimina as ferramentas de aprovação e principalmente de reprovação, como ocorre na progressão continuada, não significa que não ocorre nenhum processo de avaliação, mas existem técnicas de avaliação que são feitas e utilizadas para promover a melhora da educação e não agindo na reprovação do aluno que não se adequou ao processo educacional.

O cotidiano e suas possíveis praticas de avaliação das aprendizagens.
Copiar tarefas de livros não são estratégias para a elaboração de instrumentos de avaliação, mas sim levar em consideração alguns aspectos importantes:
a) A linguagem a ser utilizada: clara, esclarecedora, objetiva.
b) A contextualização daquilo que se investiga: em uma pergunta sem contexto podemos obter inúmeras respostas e, talvez nenhuma relativa ao que, de fato, gostaríamos de verificar.
c) O conteúdo deve ser significativo, ou seja, deve ter significado para quem está avaliado.
d) Estar coerente com os propósitos de ensino.
e) Explorar a capacidade de leitura e de escrita, bem como o raciocínio.
Nossas experiências são marcadas por uma avaliação classificatória, seletiva e excludente. Por isso é preciso trabalhar uma avaliação marcada pela lógica da inclusão, do dialogo, da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo.

A auto-avaliação
A auto-avaliação ainda não faz parte da cultura escolar brasileira. Devemos ter consciência de que tal pratica deve ser incorporada ao cotidiano dos planejamentos dos professores.
Os processos de auto- avaliações devem ser individuais e de grupos. Os estudantes devem refletir sobre seus avanços só relativos a sua socialização e aqueles relativos as suas aprendizagens especificas.
É importante que o professor tenha uma rotina com instrumentos elaborados para a auto-avaliação e que os resultados obtidos da auto-avaliação sejam utilizados, em conversas individuais, tarefas orientadas ou exercícios de grupo.
A auto-avaliação deve favorecer ao estudante a auto-reflexão acerca de suas atitudes individuais e em grupo, seu papel no grupo, seus medos e conquistas, para ajudar na superação das dificuldades de aprendizagem.

O conselho de classe
Para o conselho de classe ser um espaço de discussão coletiva, é importante que os professores planejem suas ações e praticas de forma coletiva.
Para isso o conselho de classe, deve ser convocado periodicamente, visto como momento de estudo e decisões acerca de como trabalhar com as dificuldades e as possibilidades apresentadas pelos estudantes.O conselho não deve mais ser entendido como momento de fechamento de notas e decisões acercada aprovação ou reprovação dos alunos.

Outros espaços de avaliação
O projeto político-pedagógico deve fixar indicadores a serem alcançados pelo coletivo da escola. Podendo envolver a fixação de índices menores de reprovação, índices maiores de domínio de leitura ou outro conteúdo específico etc.
A avaliação como parte de uma ação coletiva de formação dos estudantes ocorre em varias esferas e com vários objetivos.
a) Avaliação da aprendizagem dos estudantes: em que o professor tem um protagonismo central.
b) Avaliação da instituição: na qual o protagonismo é do coletivo dos profissionais que trabalham e conduzem um processo complexo de formação na escola, guiados por um projeto político-pedagogico coletivo.
c) Avaliação do sistema escolar: na qual a responsabilidade principal é do poder publico. (Prova Brasil, Enade).

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