Contexto Histórico
Primeira República
A constituição de 1891 foi criada junto com o governo representativo federal, conseqüente da queda da monarquia em 1889, com isso os estados passaram a ter autonomia.
Essa republica passou a ser chamada de república do café e dos coronéis, onde poucos possuíam o poder, isso porque prevalecia o interesse dos fazendeiros de café e criadores de gado.
Após a Primeira Guerra Mundial, começou a nascer a burguesia urbana, através da industrialização que fez com que o Brasil se tornasse menos dependente dos outros países. Ao mesmo tempo que surgiram os burgueses surgiram os sindicatos que tinham ideologias anarquistas, esses sindicatos foram criados pelos operários imigrantes das industrias.
As greves foram abundantes na década de 20 e em 1927 o governo foi derrubado por um grupo de guerrilheiros denominados “Coluna Prestes”, fazendo assim Luis Carlos Prestes se tornar um líder comunista.
Em 1929 ocorre a crise do café, que foi uma conseqüência da quebra da bolsa de New York, isso provocou uma reação de crescimento no mercado interior e a diminuição das exportações, criando maiores oportunidades para as industrias brasileiras, isso desagradou os coreneis rurais resultando na revolução de 30. Getulio Vargas aproveita esse momento para se tornar chefe do governo provisório.
Getulio Vargas era chamado de protetor dos trabalhadores e pai dos pobres, porém ele passa a controlar os sindicatos.
Segunda República
Após a Segunda Guerra Mundial, começa a Segunda República, se estende desda saída de Getulio em 1945 até o golpe militar de 1964.
O populismo surge com o crescimento das classes populares urbanas, resultantes da industrialização. O governo populista por um lado reconhece as necessidades do povo, por outro lado procurava manipular e dirigir esses desejos. Essa tendência se faz presente desde 1930 e durante o Estado Novo, com a atuação de Getulio.
Quando Vargas volta a governar, de 1951 a 1954, estabelece o monopólio estatal do petróleo com a criação da Petrobras.
No período do pós guerra a invasão econômica e cultural America e no governo de Juscelino Kubitschek as industrias multinacionas, entram definitivamente no Brasil.
A Ditadura Militar
Com o golpe militar de 1964, é destruído o estado de direito, outros dois partidos políticos são criados, manipulados pelo poder.
Com o enrijecimento do regime as manifestações políticas são contidas. A segurança nacional justifica todo tipo de repressão, desde censurar até a tortura, exílio e assassinato.
Na economia, acentua-se o processo de desnacionalização, e conseqüente vinculação ao capitalismo internacional.
A partir de 1978 os movimentos populares passam a exigir a abertura política e o retorno ao estado de legalidade. As campanhas da chamada diretas-já, pelas eleições diretas, enche as praças no país.
Nova República
Em 1985 termina o governo militar e começa a Nova Republica, tendo eleito Tancredo Neves, que veio a falecer tragicamente cedendo seu posto a José Sarney se tornando o primeiro presidente civil desde 1964.
Sucedem-se vários planos de estabilização econômica, inclusive como mudança da moeda e congelamento de preços. Cresce a pobreza, a violência no campo e na cidade.
Em 1988, é criada a nova constituição, depois de inúmeras dificuldades na fase de elaboração.
Fernando Collor foi o primeiro presidente civil eleito pelo povo, ficando no governo por apenas dois anos, 1990 a 1992, é denunciado em escândalos de corrupção o que culminou com seu impachment.
Em 1995, atingimos o recorde de mais alta concentração de renda do mundo e também o aumento da corrupção.
sábado, 8 de janeiro de 2011
O Pensamento Pedagógico Brasileiro (História das Idéias Pedagógicas)
(Oferecimento AKS TRANSPORTE
Introdução ao Pensamento Pedagógico Brasileiro
O pensamento pedagógico brasileiro começa a ter autonomia apenas com o desenvolvimento das teorias da Escola Nova.
No final do século xx, nosso pensamento pedagógico reproduzia o pensamento religioso medieval.
A criação da Associação Brasileira de Educação (ABE), em 1924, foi fruto do projeto liberal da educação, como um grande otimismo pedagógico.
Até o final do Império está em dois brilhantes e eruditos pareceres de RUI BARBOSA (1849-1924): o primeiro sobre o ensino secundário e superior e o segundo sobre o ensino primário, apresentados ao Parlamento, em 1882 e 1883.
A educação foi interesse constante também do movimento anarquista no Brasil no inicio deste século. O pensamento pedagógico libertário teve como principal educadora MARIA LACERDA DE MOURA (1887-1944), combatendo principalmente o analfabetismo.
Em Lições de Pedagogia I (1925), Maria Lacerda de Moura propôs uma educação que incluísse educação física, educação dos sentidos e o estudo do crescimento físico.
Comparando-se em Binet, Claparéde e Montessori, afirmava que, alem das noções de cálculo, leitura, língua pátria e historia seria preciso estimular associações despertar a vida interior da criança para que houvesse uma auto-educação.
Em 1930, a burguesia urbano-industrial chega ao poder e apresenta um novo projeto educacional. O manifesto dos pioneiros da educação nova, assinado por 27 educadores em 1938, seria o primeiro grande resultado político e doutrinário de 10 anos de luta de ABE em favor de um Plano Nacional de Educação. Houve um grande acontecimento na década de 30 para a teoria educacional foi a fundação, em 1938, do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (Inep) realizado um antigo sonho de Benjamin Constat que havia criado em 1890 o Pedagogium e em 1944 o Inep inicia a publicação da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos.
Os grandes teóricos deste período foram, sem duvidas FERNANDO DE AZEVEDO (1894-1974), LOUREÇO FILHO (1897-1970), ANÍSIO SPINOLA TEIXEIRA (1900-1971), ROQUE SPENCER MACIEL DE BARROS (1927).
Os católicos e os liberais representam grupos diferentes, correntes históricas opostas, porém não antagônicas, os primeiros deseja imprimir à educação um conteúdo espiritual e os segundos, um cunho mais democrático.
Só o pensamento pedagógico progressista, a partir das reflexões de Paschoal Lemme, Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire, é que coloca a questão da transformação radical da sociedade e o papel da educação nessa transformação.
Em 1948, o ministro Clemente Mariani enviou ao congresso um projeto de lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
Depois da ditadura de Getulio Vargas (1937-1945), abre-se um período de democratização no país que é brutalmente interrompido com um golpe militar de 1964. Nesse curto espaço de tempo pegou novo impulso, distinguindo-se por dois grandes movimentos: o movimento por uma educação popular e o movimento em defesa da educação pública.
A maior contribuição de Paulo Freire deu-se no campo da alfabetização de jovens e adultos, como a pesquisa participante e os métodos de ensinar. Seu método da formação da consciência critica passa por três etapas que são: etapa da investigação, etapa de tematização e etapa de problematizarão. O objetivo final do método é a conscientização.
Carlos Rodrigues Brandão (1940), autor de saber e ensinar (1984), antropólogo, educador popular, na esteira de Paulo Freire desenvolveu o conceito de educação popular e de pesquisa participante distinguindo claramente as diferentes educações.
Florestan Fernandes lecionou na faculdade de ciências sociais da USP até 1969, histórico defensor da escola pública, bateu-se na década de 50 e inicio da década de 60, contra os conservadores que queriam imprimir a lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional.
A concepção democrática da educação vem recebendo, no Brasil e na America Latina, a contribuição expressiva de Beno Sander, Pedro Demo e Walter Garcia.
Rubem Alves também precisa ser mencionado como um educador de grande influencia sobre jovens educadores brasileiros, suas categorias principais de sua teoria pedagógica são o prazer, a fala, o corpo, a linguagem, o despertar e o agir.
Antonio Muniz Rezende (1928) foi professor do programa de pós-graduação em filosofia da educação da Unicamp e diretor da Faculdade de Educação, entre suas obras escreveu Concepção Fenomenológica da educação (1990), para ele a educação é essencialmente fenômeno e discurso.
A critica da escola capitalista foi particularmente desenvolvida por Mauricio Tragtenberg, Marilena Chauí Barbara Freitag e Luís Antonio Cunha. Dois educadores distinguiram-se nesse período por desenvolverem projeto de grande impacto: Darcy Ribeiro, que criou a Universidade de Brasília em 1961 e entre 82 e 86, desenvolveu o projeto dos Cieps (centros integrado de educação pública) no estado de Rio de janeiro.
No inicio da década de 90, o discurso pedagógico foi enriquecido pela discussão da educação como cultura, temas como diversidade cultural, diferenças étnicas e de gênero,começaram a ganhar espaço no pensamento pedagógico brasileiro e universal.
Os educadores e teóricos da educação liberal defendem a liberdade de ensino, de pensamento e de pesquisa, os métodos novos baseados na natureza da criança. Segundo eles o estado deve intervir o mínio possível na vida de cada cidadão particular.
Já na educação progressista, os educadores e teóricos defendem o envolvimento da escola na formação de um cidadão critico e participante da mudança social. Para uns a formação da consciência critica passa pela assimilação do saber elaborado, para outros o saber técnico - cientifico deve ter por horizonte o compromisso político.
O pensamento pedagógico brasileiro é muito rico e está em movimento e tentar reduzi-lo a esquemas fechados seria uma forma de esconder essa riqueza e essa dinâmica
Primeira Parte
O Pensamento Pedagógico Brasileiro Liberal
O Projeto Liberal
Educador, sociólogo e humanista brasileiro, FERNANDO DE AZEVEDO nasceu em São Gonçalo do Sapucaí, em Minas Gerais, e faleceu em São Paulo. Foi professor de sociologia na Universidade de São Paulo, onde foi diretor. Membro de diversas associações cientificas, brasileiras e estrangeiras, Fernando de Azevedo atuou como especialista da UNESCO para Educação na America Latina.Em 1967 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Principais obras: A educação pública em São Paulo, A educação e seus problemas, Cultura Brasileira e A educação entre dois mundos.
Programa Nacional de Educação
Estabelecimento de um sistema completo de educação, as novas diretrizes econômicas e sociais da civilização atual e os seguintes princípios gerais: a educação é considerada em todos os seus graus como uma função social e u serviço essencialmente público que o Estado é chamado a realizar com a cooperação de todas as instituições sociais; cabe aos Estados federados organizar, custear e ministrar o ensino em todos os graus, de acordo com os princípios e as normas gerais estabelecidas na constituição e em leis ordinárias pela união; o sistema escolar deve ser estabelecido na base de uma educação integral, única para todos e leiga, sendo a educação primaria gratuita e obrigatória; o ensino deve tender progressivamente à obrigatoriedade até 18 anos e a gratuidade em todos os graus.
Organização da escola secundária (de 6 anos) em tipo flexível de nítida finalidade social, como escola para o povo.
As seções de especialização para as atividades de preferência intelectual (humanidades e ciências) ou de preponderância manual e mecânica (curso de caráter técnico).
Desenvolvimento da educação técnica profissional, de nível secundário e superior, como base da economia nacional, com variedade de tipos de escolas: de agricultura de minas e de pesca (extração de matéria-prima); industriais e profissionais (elaboração de matérias-primas); de transporte e comercio (distribuição de produtos elaborados), e segundo método s e diretrizes que possam formar técnicos e operários capazes em todos os graus de hierarquia industrial.
Criação de universidade de tal maneira organizada e aparelhada que possam exercer a tríplice função que lhes é essencial, de elaborar ou a criar ciência; a formação dos professores para as escolas primárias, secundárias, profissionais e superiores; à vulgarização ou a popularização cientifica, literária e artística por todos os meios de extensão universitária.
A reforma da Escola
Manoel Bergstrom Lourenço Filho (1897-1970). Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro, em 1992 comissionado diretor da instrução pública e realizou uma reforma geral do ensino, por solicitação do governo do Ceará, sendo um dos primeiros a introduzir a escola nova no país. Em 1927 fundou o Liceu Nacional Rio Branco, onde organizou e dirigiu a escola experimental, participou da Sociedade de Educação e do Instituto de Organização Racional do Trabalho.
Por escola nova se deve entender um conjunto de doutrinas e princípios, os fundamentos da finalidade da educação, as bases da aplicação da ciência à técnica educativa.Do ponto de vista dos fins da educação, a Escola Nova entende que a escola deve ser órgão de reforçamento e coordenação de toda a ação educativa da comunidade. A educação é a socialização da criança. Do ponto de vista político, pretende a escola única e a paz pela escola. Ponto de vista filosófico, adimite mais geralmente as bases do neovitalismo e do neo-espiritualismo.
Uma Nova Filosofia da Educação
As idéias de Anísio Teixeira (1900-1971) Influenciaram todos os setores da educação no sistema educacional da América Latina.
Anísio Teixeira nasceu em Caieté (BA), esteve nos Estados Unidos da América pesquisando a educação escolar desses países e formou-se em educação na Universidade de Columbia. Suas principais obras foram: Educação pública: organização e administração (1935), Educação não é privilégio (1956), A educação é um direito (1967) e Pequena introdução à filosofia da educação.
Filosofia E Educação
A filosofia de um grupo que luta corajosamente para viver não é a mesma de outro cujas as facilidades transcorrem em uma tranqüila e rica abundancia. Conforma o tipo de experiência de cada um, será a filosofia de cada um.
Filosofia se traduz, em educação e educação só é digna desse nome quando está percorrida de uma larga visão filosófica.
O método filosófico será experimental, no sentido de que as soluções propostas serão hipóteses sujeitas a confirmação das conseqüências. A escola tem que dar ouvidos a todos e a todos servir, será o teste de sua flexibilidade, da inteligência de sua organização e de seus servidores.
A Reforma do Sistema.
Roque Spencer Maciel de Barros, em nasceu em 1927 no interior de São Paulo onde fez estudos primários e secundários. Cursou filosofia na universidade de São Paulo, foi professor de filosofia e história e escreve para o jornal Estado de São Paulo.
Principais obras: Diretrizes e bases da educação nacional e A ilustração brasileira e a idéia da universidade em 1956.
Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Graças a ele o problema da educação deixou de ser preocupação de um circulo restrito de especialistas para atingir em cheio as preocupações do provo brasileiro. Só esta tomada da consciência popular em relação aos assuntos pedagógicos justificaria a campanha de defesa da escola pública. O pais se industrializa o povo se liberta das injunções do caudilhismo que asfixiava as manifestações de sua vontade e reclama, cada vez com mais força a efetivação dos seus direitos.
Para o Brasil novo, a escola não pode mais ser pensada como um luxo, um gozo do qual estaria excluída a metade da educação, não que se exclua ou se condene a iniciativa pedagógica privada. Todo esforço sério e honesto em educação desde que inspirado na filosofia liberal e democrática da constituição, que condena as discriminações religiosas, políticas, filosóficas, como os preconceitos de raça e de classe deve ser recebido de braços abertos pelo Brasil novo.
Segunda Parte
O Pensamento brasileiro Pedagógico Progressista
Educação Política X Instrução
Paschoal Lemme (1904), nasceu no Rio de Jáneiro, colaborou entre 1927 e 1930 na Administração Fernando de Azevedo, no rio de janeiro, no projeto educacional da cidade. Em 1931 e 1935 trabalhou também com Anísio Teixeira e Lourenço Filho na direção da Instrução Pública no mesmo estado.
Principais obras: A educação na URSS (1956), Problemas brasileiros da educação (1959), Educação democrática e progressista (1961) e Memórias (1988).
Sobre a Educação Política
É aquela que faz com que o individuo passe a compreender a própria estrutura da sociedade em que vive, essa conscientização em relação aos problemas sociais, que é a educação política não coincide, nem é facilitada pelo fato de o individuo ter a oportunidade de adquirir instrução, é por isso que podemos encontrar até entre analfabetos pessoas muito mais esclarecidas politicamente.
Educar politicamente é revelar ao individuo a verdade sobre o contesto social em que vive e sua posição nele, para que essa verdade exerça todo poder mobilizador que somente a verdade possui.
A falta de educação política leva também muitos administradores desavisados a se comprometerem com planos mirabolantes de alfabetização, que se tornam demagógicos, defraudadores das verbas existentes. Muito mais importante é mobilizar os milhões de analfabetos ao direito de voto, com que derrubarão os poderes opressores e marcharão para uma organização social mais justa
O Caráter Antropológico da Educação
Nascido no Rio de Janeiro, Álvaro Vieira Pinto (1909-1987), formou-se em medicina e foi um autodidata no campo da filosofia. O pensamento pedagógico de Vieira Pinto supõem que a educação implica numa modificação de personalidade e é por isso que é tão fácil de aprender.
Principais obras: Consciência e realidade nacional, ideologia e desenvolvimento nacional, A questão da Universidade, Sete lições sobre a educação de adultos (em 1982), Ciência e existência.
Caráter Histórico-antropológico da Educação.
A educação é um processo, portanto é o decorrer de um fenômeno (a formação do homem) no tempo, é um fato histórico. A educação é um fato existencial, por si mesmo e pelas as ações esteriores que sofre o homem, a educação é um fato social, refere-se a sociedade como um todo é determinado pelo interesse que move a comunidade a integrar todos os seus membros.
Nas sociedades altamente desenvolvidas, com divisões internas em classes opostas, a educação não pode consistir na formação uniforme de todos os seus membros, porque por um lado é excessivo o numero de dados a transmitir, por outro lado, não há interesse nem possibilidade em formar indivíduos iguais, mas se busca manter a desigualdade social presente. Em tais sociedades, a educação pelo saber letrado é sempre privilegio de um grupo ou classe.
A Pedagogia do Oprimido
Paulo freire (1921) nasceu em Recife, no estado de Pernambuco, foi professor de português de 41 a 47, quando se formou em direito na universidade de Recife.
Toda SUS obra é voltada para uma teoria do conhecimento aplicada à educação, sustentada por uma concepção dialética em que educador e educando aprendem juntos numa relação dinâmica na qual a pratica, orientada pela teoria, reorienta essa teoria, num processo de constante aperfeiçoamento.
Paulo Freire é considerado um dos maiores educadores deste século.
Sua principal obra: “ Pedagogia do oprimido” foi até hoje traduzido em 18 linguas.
O Prazer na Escola
Rubens Alves (1933), nasceu em minas gerais. Se tornou religioso e amante da musica na cidade do Rio de Janeiro, Antes do seu mestrado em Nova York foi seminarista e pastor na cidade de Lavras no estado de Minas Gerais.
Durante sua vida escreveu varias obras e duas que mais se destacaram foram: Conversas com quem gosta de ensinar e Estória de quem gosta de ensinar.
A Escola Fragmento do Futuro
É de prazer que surge a disciplina e a vontade de aprender, justamente quando o prazer está ausente que a ameaça se torna necessária. Das nossas escolas devemos retirar a sobra sinistra dos vestibulares.
A Educação Libertaria
Um dos poucos pensadores anarquistas atuais preocupados com a escola, Mauricio Tragtenberg representa hoje uma importante corrente de pensamento e ação político pedagógica, cujas raízes estão em Brakunin, Kropotikin, Malatesta e Lobrot.
As propostas de Tragtenberg mostram as possibilidades de organização das lutas das classes subalternas e de participação política do trabalhador na empresa e na escola visando a reeducação dos próprios trabalhadores em geral e dos trabalhadores em educação.
Principais obras: Administração, Poder e ideologia(1980), Sobra educação, Política e ideologia(1982) e burocracia e ideologia(1974)
Relações de Poder na Escola
Professores, alunos, funcionários, diretores, orientadores. As relações entre todos estes personagens no espaço da escola reproduzem em escala menor, a rde de relações que existe na sociedade.
Disciplina: Herança do Presídio
As áreas do saber se formam a partir de praticas políticas disciplinares fundadas em vigência, significa manter o aluno sob um olhar permanente, registrar e contabilizar todas as observações e anotações do aluno, através de boletins individuais de avaliação, uniformes modelo, por exemplo, perceber aptidões estabelecendo classificações rigorosas.
Na unidade escolar básica é o professor que julga o aluno mediante anota, participa dos conselhos de classe , onde o destino do aluno é julgado, define o programa de cursos nos limites prescritos e prepara o sistema de provas e exames.
Na relação professor/aluno, enfrentam-se dois tipos de saber, o saber inacabado do professor e a ignorância relativa do aluno. A possibilidade de vincular saber e poder, no plano escolar, reside na criação de estruturas de organização horizontais onde professores, alunos e funcionários formam a comunidade real.
A Especificidade da Prática Pedagógica.
Formado em filosofia, Dermeval Saviane (1944) é professor de ensino superior desde 1967. hoje leciona filosofia da educação nos cursos de mestrado e doutorado na universidade de campinas. Saviane acredita que para uma reflexão ser filosófica, tornasse necessário cumprir três requisitos básicos: radicalidade( reflexão em profundidade), o rigor(métodos determinados) e a globalidade (contesto no qual se insere).
Principais obras: Educação brasileira – Estrutura e sistema (1973), Educação – Do senso comum a consciência filosófica (1980), Escola e democracia (1983).
Onze Teses Sobre Educação e Política
A importancia política da educação reside na sua função de socialização dos conhecimentos, podendo se sintetizadas e ordenadas através das teses seguintes:
1º Não existe identidade entre educação e política.
2º Toda pratica educativa contem inevitavelmente uma dimensão política.
3º Toda pratica política também contem, por sua vez, inevitavelmente uma dimensão educativa.
4º A explicitação da dimensão política da pratica educativa está condicionada à explicitação da especialidade da pratica educativa.
5º A explicitação da dimensão educativa da pratica política está por sua vez, condicionada á explicitação da especialidade da pratica política.
6º A especificidade da pratica educativa se define pelo caráter de uma relação que se trava entre contrários não-antagônicos.
7º A especificidade da pratica política se define pelo caráter de uma relação que se trava entre contrários antagônicos.
8º As relações entre educação e política se dão na forma de autonomia relativa e dependência recíproca.
9º As sociedades de classe se caracterizam pelo primado da política, o que determina a subordinação real da educação a pratica política.
10º Superada a sociedade de classes cessa o primado da política e, em consciência, a subordinação da educação.
11º A função política da educação se cumpre na medida em que ela se realiza enquanto prática especificamente pedagógica
Email/msn cesaraks@gmail.com
Introdução ao Pensamento Pedagógico Brasileiro
O pensamento pedagógico brasileiro começa a ter autonomia apenas com o desenvolvimento das teorias da Escola Nova.
No final do século xx, nosso pensamento pedagógico reproduzia o pensamento religioso medieval.
A criação da Associação Brasileira de Educação (ABE), em 1924, foi fruto do projeto liberal da educação, como um grande otimismo pedagógico.
Até o final do Império está em dois brilhantes e eruditos pareceres de RUI BARBOSA (1849-1924): o primeiro sobre o ensino secundário e superior e o segundo sobre o ensino primário, apresentados ao Parlamento, em 1882 e 1883.
A educação foi interesse constante também do movimento anarquista no Brasil no inicio deste século. O pensamento pedagógico libertário teve como principal educadora MARIA LACERDA DE MOURA (1887-1944), combatendo principalmente o analfabetismo.
Em Lições de Pedagogia I (1925), Maria Lacerda de Moura propôs uma educação que incluísse educação física, educação dos sentidos e o estudo do crescimento físico.
Comparando-se em Binet, Claparéde e Montessori, afirmava que, alem das noções de cálculo, leitura, língua pátria e historia seria preciso estimular associações despertar a vida interior da criança para que houvesse uma auto-educação.
Em 1930, a burguesia urbano-industrial chega ao poder e apresenta um novo projeto educacional. O manifesto dos pioneiros da educação nova, assinado por 27 educadores em 1938, seria o primeiro grande resultado político e doutrinário de 10 anos de luta de ABE em favor de um Plano Nacional de Educação. Houve um grande acontecimento na década de 30 para a teoria educacional foi a fundação, em 1938, do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (Inep) realizado um antigo sonho de Benjamin Constat que havia criado em 1890 o Pedagogium e em 1944 o Inep inicia a publicação da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos.
Os grandes teóricos deste período foram, sem duvidas FERNANDO DE AZEVEDO (1894-1974), LOUREÇO FILHO (1897-1970), ANÍSIO SPINOLA TEIXEIRA (1900-1971), ROQUE SPENCER MACIEL DE BARROS (1927).
Os católicos e os liberais representam grupos diferentes, correntes históricas opostas, porém não antagônicas, os primeiros deseja imprimir à educação um conteúdo espiritual e os segundos, um cunho mais democrático.
Só o pensamento pedagógico progressista, a partir das reflexões de Paschoal Lemme, Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire, é que coloca a questão da transformação radical da sociedade e o papel da educação nessa transformação.
Em 1948, o ministro Clemente Mariani enviou ao congresso um projeto de lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
Depois da ditadura de Getulio Vargas (1937-1945), abre-se um período de democratização no país que é brutalmente interrompido com um golpe militar de 1964. Nesse curto espaço de tempo pegou novo impulso, distinguindo-se por dois grandes movimentos: o movimento por uma educação popular e o movimento em defesa da educação pública.
A maior contribuição de Paulo Freire deu-se no campo da alfabetização de jovens e adultos, como a pesquisa participante e os métodos de ensinar. Seu método da formação da consciência critica passa por três etapas que são: etapa da investigação, etapa de tematização e etapa de problematizarão. O objetivo final do método é a conscientização.
Carlos Rodrigues Brandão (1940), autor de saber e ensinar (1984), antropólogo, educador popular, na esteira de Paulo Freire desenvolveu o conceito de educação popular e de pesquisa participante distinguindo claramente as diferentes educações.
Florestan Fernandes lecionou na faculdade de ciências sociais da USP até 1969, histórico defensor da escola pública, bateu-se na década de 50 e inicio da década de 60, contra os conservadores que queriam imprimir a lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional.
A concepção democrática da educação vem recebendo, no Brasil e na America Latina, a contribuição expressiva de Beno Sander, Pedro Demo e Walter Garcia.
Rubem Alves também precisa ser mencionado como um educador de grande influencia sobre jovens educadores brasileiros, suas categorias principais de sua teoria pedagógica são o prazer, a fala, o corpo, a linguagem, o despertar e o agir.
Antonio Muniz Rezende (1928) foi professor do programa de pós-graduação em filosofia da educação da Unicamp e diretor da Faculdade de Educação, entre suas obras escreveu Concepção Fenomenológica da educação (1990), para ele a educação é essencialmente fenômeno e discurso.
A critica da escola capitalista foi particularmente desenvolvida por Mauricio Tragtenberg, Marilena Chauí Barbara Freitag e Luís Antonio Cunha. Dois educadores distinguiram-se nesse período por desenvolverem projeto de grande impacto: Darcy Ribeiro, que criou a Universidade de Brasília em 1961 e entre 82 e 86, desenvolveu o projeto dos Cieps (centros integrado de educação pública) no estado de Rio de janeiro.
No inicio da década de 90, o discurso pedagógico foi enriquecido pela discussão da educação como cultura, temas como diversidade cultural, diferenças étnicas e de gênero,começaram a ganhar espaço no pensamento pedagógico brasileiro e universal.
Os educadores e teóricos da educação liberal defendem a liberdade de ensino, de pensamento e de pesquisa, os métodos novos baseados na natureza da criança. Segundo eles o estado deve intervir o mínio possível na vida de cada cidadão particular.
Já na educação progressista, os educadores e teóricos defendem o envolvimento da escola na formação de um cidadão critico e participante da mudança social. Para uns a formação da consciência critica passa pela assimilação do saber elaborado, para outros o saber técnico - cientifico deve ter por horizonte o compromisso político.
O pensamento pedagógico brasileiro é muito rico e está em movimento e tentar reduzi-lo a esquemas fechados seria uma forma de esconder essa riqueza e essa dinâmica
Primeira Parte
O Pensamento Pedagógico Brasileiro Liberal
O Projeto Liberal
Educador, sociólogo e humanista brasileiro, FERNANDO DE AZEVEDO nasceu em São Gonçalo do Sapucaí, em Minas Gerais, e faleceu em São Paulo. Foi professor de sociologia na Universidade de São Paulo, onde foi diretor. Membro de diversas associações cientificas, brasileiras e estrangeiras, Fernando de Azevedo atuou como especialista da UNESCO para Educação na America Latina.Em 1967 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Principais obras: A educação pública em São Paulo, A educação e seus problemas, Cultura Brasileira e A educação entre dois mundos.
Programa Nacional de Educação
Estabelecimento de um sistema completo de educação, as novas diretrizes econômicas e sociais da civilização atual e os seguintes princípios gerais: a educação é considerada em todos os seus graus como uma função social e u serviço essencialmente público que o Estado é chamado a realizar com a cooperação de todas as instituições sociais; cabe aos Estados federados organizar, custear e ministrar o ensino em todos os graus, de acordo com os princípios e as normas gerais estabelecidas na constituição e em leis ordinárias pela união; o sistema escolar deve ser estabelecido na base de uma educação integral, única para todos e leiga, sendo a educação primaria gratuita e obrigatória; o ensino deve tender progressivamente à obrigatoriedade até 18 anos e a gratuidade em todos os graus.
Organização da escola secundária (de 6 anos) em tipo flexível de nítida finalidade social, como escola para o povo.
As seções de especialização para as atividades de preferência intelectual (humanidades e ciências) ou de preponderância manual e mecânica (curso de caráter técnico).
Desenvolvimento da educação técnica profissional, de nível secundário e superior, como base da economia nacional, com variedade de tipos de escolas: de agricultura de minas e de pesca (extração de matéria-prima); industriais e profissionais (elaboração de matérias-primas); de transporte e comercio (distribuição de produtos elaborados), e segundo método s e diretrizes que possam formar técnicos e operários capazes em todos os graus de hierarquia industrial.
Criação de universidade de tal maneira organizada e aparelhada que possam exercer a tríplice função que lhes é essencial, de elaborar ou a criar ciência; a formação dos professores para as escolas primárias, secundárias, profissionais e superiores; à vulgarização ou a popularização cientifica, literária e artística por todos os meios de extensão universitária.
A reforma da Escola
Manoel Bergstrom Lourenço Filho (1897-1970). Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro, em 1992 comissionado diretor da instrução pública e realizou uma reforma geral do ensino, por solicitação do governo do Ceará, sendo um dos primeiros a introduzir a escola nova no país. Em 1927 fundou o Liceu Nacional Rio Branco, onde organizou e dirigiu a escola experimental, participou da Sociedade de Educação e do Instituto de Organização Racional do Trabalho.
Por escola nova se deve entender um conjunto de doutrinas e princípios, os fundamentos da finalidade da educação, as bases da aplicação da ciência à técnica educativa.Do ponto de vista dos fins da educação, a Escola Nova entende que a escola deve ser órgão de reforçamento e coordenação de toda a ação educativa da comunidade. A educação é a socialização da criança. Do ponto de vista político, pretende a escola única e a paz pela escola. Ponto de vista filosófico, adimite mais geralmente as bases do neovitalismo e do neo-espiritualismo.
Uma Nova Filosofia da Educação
As idéias de Anísio Teixeira (1900-1971) Influenciaram todos os setores da educação no sistema educacional da América Latina.
Anísio Teixeira nasceu em Caieté (BA), esteve nos Estados Unidos da América pesquisando a educação escolar desses países e formou-se em educação na Universidade de Columbia. Suas principais obras foram: Educação pública: organização e administração (1935), Educação não é privilégio (1956), A educação é um direito (1967) e Pequena introdução à filosofia da educação.
Filosofia E Educação
A filosofia de um grupo que luta corajosamente para viver não é a mesma de outro cujas as facilidades transcorrem em uma tranqüila e rica abundancia. Conforma o tipo de experiência de cada um, será a filosofia de cada um.
Filosofia se traduz, em educação e educação só é digna desse nome quando está percorrida de uma larga visão filosófica.
O método filosófico será experimental, no sentido de que as soluções propostas serão hipóteses sujeitas a confirmação das conseqüências. A escola tem que dar ouvidos a todos e a todos servir, será o teste de sua flexibilidade, da inteligência de sua organização e de seus servidores.
A Reforma do Sistema.
Roque Spencer Maciel de Barros, em nasceu em 1927 no interior de São Paulo onde fez estudos primários e secundários. Cursou filosofia na universidade de São Paulo, foi professor de filosofia e história e escreve para o jornal Estado de São Paulo.
Principais obras: Diretrizes e bases da educação nacional e A ilustração brasileira e a idéia da universidade em 1956.
Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Graças a ele o problema da educação deixou de ser preocupação de um circulo restrito de especialistas para atingir em cheio as preocupações do provo brasileiro. Só esta tomada da consciência popular em relação aos assuntos pedagógicos justificaria a campanha de defesa da escola pública. O pais se industrializa o povo se liberta das injunções do caudilhismo que asfixiava as manifestações de sua vontade e reclama, cada vez com mais força a efetivação dos seus direitos.
Para o Brasil novo, a escola não pode mais ser pensada como um luxo, um gozo do qual estaria excluída a metade da educação, não que se exclua ou se condene a iniciativa pedagógica privada. Todo esforço sério e honesto em educação desde que inspirado na filosofia liberal e democrática da constituição, que condena as discriminações religiosas, políticas, filosóficas, como os preconceitos de raça e de classe deve ser recebido de braços abertos pelo Brasil novo.
Segunda Parte
O Pensamento brasileiro Pedagógico Progressista
Educação Política X Instrução
Paschoal Lemme (1904), nasceu no Rio de Jáneiro, colaborou entre 1927 e 1930 na Administração Fernando de Azevedo, no rio de janeiro, no projeto educacional da cidade. Em 1931 e 1935 trabalhou também com Anísio Teixeira e Lourenço Filho na direção da Instrução Pública no mesmo estado.
Principais obras: A educação na URSS (1956), Problemas brasileiros da educação (1959), Educação democrática e progressista (1961) e Memórias (1988).
Sobre a Educação Política
É aquela que faz com que o individuo passe a compreender a própria estrutura da sociedade em que vive, essa conscientização em relação aos problemas sociais, que é a educação política não coincide, nem é facilitada pelo fato de o individuo ter a oportunidade de adquirir instrução, é por isso que podemos encontrar até entre analfabetos pessoas muito mais esclarecidas politicamente.
Educar politicamente é revelar ao individuo a verdade sobre o contesto social em que vive e sua posição nele, para que essa verdade exerça todo poder mobilizador que somente a verdade possui.
A falta de educação política leva também muitos administradores desavisados a se comprometerem com planos mirabolantes de alfabetização, que se tornam demagógicos, defraudadores das verbas existentes. Muito mais importante é mobilizar os milhões de analfabetos ao direito de voto, com que derrubarão os poderes opressores e marcharão para uma organização social mais justa
O Caráter Antropológico da Educação
Nascido no Rio de Janeiro, Álvaro Vieira Pinto (1909-1987), formou-se em medicina e foi um autodidata no campo da filosofia. O pensamento pedagógico de Vieira Pinto supõem que a educação implica numa modificação de personalidade e é por isso que é tão fácil de aprender.
Principais obras: Consciência e realidade nacional, ideologia e desenvolvimento nacional, A questão da Universidade, Sete lições sobre a educação de adultos (em 1982), Ciência e existência.
Caráter Histórico-antropológico da Educação.
A educação é um processo, portanto é o decorrer de um fenômeno (a formação do homem) no tempo, é um fato histórico. A educação é um fato existencial, por si mesmo e pelas as ações esteriores que sofre o homem, a educação é um fato social, refere-se a sociedade como um todo é determinado pelo interesse que move a comunidade a integrar todos os seus membros.
Nas sociedades altamente desenvolvidas, com divisões internas em classes opostas, a educação não pode consistir na formação uniforme de todos os seus membros, porque por um lado é excessivo o numero de dados a transmitir, por outro lado, não há interesse nem possibilidade em formar indivíduos iguais, mas se busca manter a desigualdade social presente. Em tais sociedades, a educação pelo saber letrado é sempre privilegio de um grupo ou classe.
A Pedagogia do Oprimido
Paulo freire (1921) nasceu em Recife, no estado de Pernambuco, foi professor de português de 41 a 47, quando se formou em direito na universidade de Recife.
Toda SUS obra é voltada para uma teoria do conhecimento aplicada à educação, sustentada por uma concepção dialética em que educador e educando aprendem juntos numa relação dinâmica na qual a pratica, orientada pela teoria, reorienta essa teoria, num processo de constante aperfeiçoamento.
Paulo Freire é considerado um dos maiores educadores deste século.
Sua principal obra: “ Pedagogia do oprimido” foi até hoje traduzido em 18 linguas.
O Prazer na Escola
Rubens Alves (1933), nasceu em minas gerais. Se tornou religioso e amante da musica na cidade do Rio de Janeiro, Antes do seu mestrado em Nova York foi seminarista e pastor na cidade de Lavras no estado de Minas Gerais.
Durante sua vida escreveu varias obras e duas que mais se destacaram foram: Conversas com quem gosta de ensinar e Estória de quem gosta de ensinar.
A Escola Fragmento do Futuro
É de prazer que surge a disciplina e a vontade de aprender, justamente quando o prazer está ausente que a ameaça se torna necessária. Das nossas escolas devemos retirar a sobra sinistra dos vestibulares.
A Educação Libertaria
Um dos poucos pensadores anarquistas atuais preocupados com a escola, Mauricio Tragtenberg representa hoje uma importante corrente de pensamento e ação político pedagógica, cujas raízes estão em Brakunin, Kropotikin, Malatesta e Lobrot.
As propostas de Tragtenberg mostram as possibilidades de organização das lutas das classes subalternas e de participação política do trabalhador na empresa e na escola visando a reeducação dos próprios trabalhadores em geral e dos trabalhadores em educação.
Principais obras: Administração, Poder e ideologia(1980), Sobra educação, Política e ideologia(1982) e burocracia e ideologia(1974)
Relações de Poder na Escola
Professores, alunos, funcionários, diretores, orientadores. As relações entre todos estes personagens no espaço da escola reproduzem em escala menor, a rde de relações que existe na sociedade.
Disciplina: Herança do Presídio
As áreas do saber se formam a partir de praticas políticas disciplinares fundadas em vigência, significa manter o aluno sob um olhar permanente, registrar e contabilizar todas as observações e anotações do aluno, através de boletins individuais de avaliação, uniformes modelo, por exemplo, perceber aptidões estabelecendo classificações rigorosas.
Na unidade escolar básica é o professor que julga o aluno mediante anota, participa dos conselhos de classe , onde o destino do aluno é julgado, define o programa de cursos nos limites prescritos e prepara o sistema de provas e exames.
Na relação professor/aluno, enfrentam-se dois tipos de saber, o saber inacabado do professor e a ignorância relativa do aluno. A possibilidade de vincular saber e poder, no plano escolar, reside na criação de estruturas de organização horizontais onde professores, alunos e funcionários formam a comunidade real.
A Especificidade da Prática Pedagógica.
Formado em filosofia, Dermeval Saviane (1944) é professor de ensino superior desde 1967. hoje leciona filosofia da educação nos cursos de mestrado e doutorado na universidade de campinas. Saviane acredita que para uma reflexão ser filosófica, tornasse necessário cumprir três requisitos básicos: radicalidade( reflexão em profundidade), o rigor(métodos determinados) e a globalidade (contesto no qual se insere).
Principais obras: Educação brasileira – Estrutura e sistema (1973), Educação – Do senso comum a consciência filosófica (1980), Escola e democracia (1983).
Onze Teses Sobre Educação e Política
A importancia política da educação reside na sua função de socialização dos conhecimentos, podendo se sintetizadas e ordenadas através das teses seguintes:
1º Não existe identidade entre educação e política.
2º Toda pratica educativa contem inevitavelmente uma dimensão política.
3º Toda pratica política também contem, por sua vez, inevitavelmente uma dimensão educativa.
4º A explicitação da dimensão política da pratica educativa está condicionada à explicitação da especialidade da pratica educativa.
5º A explicitação da dimensão educativa da pratica política está por sua vez, condicionada á explicitação da especialidade da pratica política.
6º A especificidade da pratica educativa se define pelo caráter de uma relação que se trava entre contrários não-antagônicos.
7º A especificidade da pratica política se define pelo caráter de uma relação que se trava entre contrários antagônicos.
8º As relações entre educação e política se dão na forma de autonomia relativa e dependência recíproca.
9º As sociedades de classe se caracterizam pelo primado da política, o que determina a subordinação real da educação a pratica política.
10º Superada a sociedade de classes cessa o primado da política e, em consciência, a subordinação da educação.
11º A função política da educação se cumpre na medida em que ela se realiza enquanto prática especificamente pedagógica
Email/msn cesaraks@gmail.com
Ser Professor, Vocação ou Infuncionalismo Público
Os professores brasileiros precisam ter vocação para ensinar
Lendo sobre uma matéria a cerca de um estudo, constatei que os professores do Brasil estão muito despreparados em relação a países mais pobres e que a solução seria um maior controle dos professores pelos diretores e pelo Estado.
Eu acredito que realmente muitos professores estão despreparados e desmotivados para ensinar, não basta somente eles saberem a matéria, mas precisam despertar o interesse do aluno para o aprendizado.
Não sou muito a favor de um controle rígido como deve ocorrer no regime militar de Cuba, mas defendo um controle vocacional, um controle que atuasse dês da identificação e contratação de pessoas com vocação para educação, do seu treinamento e ai sim o controle.
Quando cito controle, eu acredito que se os professores forem contratados em função da vocação e não por interesse de estabilidade do emprego ou outros, é possível criar um padrão o qual o professor deverá seguir uma vez que é dado a ele todos os instrumentos necessários para isso.
Nesse ambiente o papel do diretor seria o de analisar o trabalho do professor, orientá-lo e fornecer treinamento para melhorar o seu desempenho, uma vez que o professor já seria um profissional com vocação para esse trabalho e também motivado, ele não precisaria ser controlado com autoritarismo.
Outro fator importante que está bem claro no estudo é que o pesquisador analisou a situação de um ponto de vista “macro” isto é generalizado, se observarmos atentamente podemos encontrar profissionais da educação que mesmo sem esse “controle” citado por ele e também sem incentivo nem motivação do governo, exercem esse trabalho com paixão a ponto de serem ótimos profissionais e conseguirem efetuar um ótimo trabalho com os alunos na sala de aula.
Lendo sobre uma matéria a cerca de um estudo, constatei que os professores do Brasil estão muito despreparados em relação a países mais pobres e que a solução seria um maior controle dos professores pelos diretores e pelo Estado.
Eu acredito que realmente muitos professores estão despreparados e desmotivados para ensinar, não basta somente eles saberem a matéria, mas precisam despertar o interesse do aluno para o aprendizado.
Não sou muito a favor de um controle rígido como deve ocorrer no regime militar de Cuba, mas defendo um controle vocacional, um controle que atuasse dês da identificação e contratação de pessoas com vocação para educação, do seu treinamento e ai sim o controle.
Quando cito controle, eu acredito que se os professores forem contratados em função da vocação e não por interesse de estabilidade do emprego ou outros, é possível criar um padrão o qual o professor deverá seguir uma vez que é dado a ele todos os instrumentos necessários para isso.
Nesse ambiente o papel do diretor seria o de analisar o trabalho do professor, orientá-lo e fornecer treinamento para melhorar o seu desempenho, uma vez que o professor já seria um profissional com vocação para esse trabalho e também motivado, ele não precisaria ser controlado com autoritarismo.
Outro fator importante que está bem claro no estudo é que o pesquisador analisou a situação de um ponto de vista “macro” isto é generalizado, se observarmos atentamente podemos encontrar profissionais da educação que mesmo sem esse “controle” citado por ele e também sem incentivo nem motivação do governo, exercem esse trabalho com paixão a ponto de serem ótimos profissionais e conseguirem efetuar um ótimo trabalho com os alunos na sala de aula.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Filosofia Gnostica
Gnose é o substantivo do verbo gignósko, que significa conhecer. Gnose é conhecimento superior, interno, espiritual, iniciático. No grego clássico e no grego popular, koiné, seu significado é semelhante ao da palavra epistéme.
Em filosofia,...
epistéme significa "conhecimento científico" em oposição a "opinião",
enquanto gnôsis significa conhecimento em oposição a "ignorância", chamada de ágnoia.
A gnose é um conhecimento que brota do coração de forma misteriosa e intuitiva. É a busca do conhecimento, não o conhecimento intelectual, mas aquele conhecimento que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna e maravilhosa.
O objeto do conhecimento da Gnose é Deus, ou tudo o que deriva dEle. Toda gnose parte da aceitação firme na existência de um Deus absolutamente transcendente, existência que não necessita ser demonstrada. "Conhecer" significa ser e atuar, na medida do possível ao ser humano, no âmbito do divino. Por isso, "conhecer" implica a salvação de todo o mal (Ego) em que possa estar imerso o homem que venha a possuir esse "conhecimento".
Gnose é ao mesmo um conceito religioso e psicológico, além de científico, filosófico e artístico. A partir desta visão, o significado da vida aparece como uma transformação e uma visão interior, um processo ligado ao que hoje se conhece como psicologia profunda.
O desejo e as tentativas de conseguir amor e felicidade são a saudade inesgotável do Pleroma, ou seja, da Plenitude do Ser, que é o verdadeiro lar da alma. O desejo desse "conhecimento" é uma nostalgia das origens e procede de um original anelo humano de alcançar a Unidade, do desejo natural, perene e universal, de fusão do homem com o Ser, do qual acredita ter sido originado.
A Gnose é o comportamento religioso que traduz esta profunda e dolorosa sensação que sentem os homens e mulheres pela separação dos pólos humano e divino. É , no fundo, uma tentativa de compreensão das relações entre o homem e a divindade.
"A gnose é, indubitavelmente, um conhecimento psicológico, cujos conteúdos provêm do inconsciente. Ela chegou às suas percepções através de uma concentração da atenção sobre o chamado "fator subjetivo" que consiste, empiricamente, na ação demonstrável do inconsciente sobre a consciência. Assim se explica o surpreendente paralelismo da simbologia gnóstica com os resultados a que chegou a psicologia profunda".
O movimento originou-se provavelmente na Ásia Menor, difundindo-se da região do Irã à Gália, exercendo a sua maior influência sobre o cristianismo entre os anos de 135 e 200. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos da Astrologia e mistérios das religiões gregas como os do Elêusis, do Zoroastrismo, do Hermetismo, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo.
Num texto hermético lê-se que a gnosis da Mente é a "visão das coisas divinas". G.R.S.Mead acrescenta que "Gnosis não é conhecimento sobre alguma coisa, mas comunhão, conhecimento de Deus". Este é o grande objetivo, conhecer "Deus", a Realidade em nós. Não é a crença, a fé ou o simples conhecimento o que importa. O fundamental é a comunhão interior, o religar da Mente individual com a Mente universal, a capacidade do homem "transcender os limites da dualidade que faz dele homem e tornar-se uma consciência divina".
A posse da Gnosis significa a habilidade para receber e compreender a revelação. O verdadeiro Gnóstico é aquele que conhece a revelação interior ou oculta desvelada e que também compreende a revelação exterior ou pública velada. Ele não é alguém que descobriu a verdade a seu respeito por meio de sua própria desamparada reflexão, mas alguém para quem as manifestações do mundo interior são mostradas e tornaram-se inteligíveis. O início da Perfeição é a Gnosis do Homem, porém a Gnosis de Deus é a Perfeição aperfeiçoada. "Aperfeiçoamento" é um termo técnico para o desenvolvimento na Gnosis, sendo o Gnóstico realizado conhecido como o "perfeito", "parfait".
Em filosofia,...
epistéme significa "conhecimento científico" em oposição a "opinião",
enquanto gnôsis significa conhecimento em oposição a "ignorância", chamada de ágnoia.
A gnose é um conhecimento que brota do coração de forma misteriosa e intuitiva. É a busca do conhecimento, não o conhecimento intelectual, mas aquele conhecimento que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna e maravilhosa.
O objeto do conhecimento da Gnose é Deus, ou tudo o que deriva dEle. Toda gnose parte da aceitação firme na existência de um Deus absolutamente transcendente, existência que não necessita ser demonstrada. "Conhecer" significa ser e atuar, na medida do possível ao ser humano, no âmbito do divino. Por isso, "conhecer" implica a salvação de todo o mal (Ego) em que possa estar imerso o homem que venha a possuir esse "conhecimento".
Gnose é ao mesmo um conceito religioso e psicológico, além de científico, filosófico e artístico. A partir desta visão, o significado da vida aparece como uma transformação e uma visão interior, um processo ligado ao que hoje se conhece como psicologia profunda.
O desejo e as tentativas de conseguir amor e felicidade são a saudade inesgotável do Pleroma, ou seja, da Plenitude do Ser, que é o verdadeiro lar da alma. O desejo desse "conhecimento" é uma nostalgia das origens e procede de um original anelo humano de alcançar a Unidade, do desejo natural, perene e universal, de fusão do homem com o Ser, do qual acredita ter sido originado.
A Gnose é o comportamento religioso que traduz esta profunda e dolorosa sensação que sentem os homens e mulheres pela separação dos pólos humano e divino. É , no fundo, uma tentativa de compreensão das relações entre o homem e a divindade.
"A gnose é, indubitavelmente, um conhecimento psicológico, cujos conteúdos provêm do inconsciente. Ela chegou às suas percepções através de uma concentração da atenção sobre o chamado "fator subjetivo" que consiste, empiricamente, na ação demonstrável do inconsciente sobre a consciência. Assim se explica o surpreendente paralelismo da simbologia gnóstica com os resultados a que chegou a psicologia profunda".
O movimento originou-se provavelmente na Ásia Menor, difundindo-se da região do Irã à Gália, exercendo a sua maior influência sobre o cristianismo entre os anos de 135 e 200. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos da Astrologia e mistérios das religiões gregas como os do Elêusis, do Zoroastrismo, do Hermetismo, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo.
Num texto hermético lê-se que a gnosis da Mente é a "visão das coisas divinas". G.R.S.Mead acrescenta que "Gnosis não é conhecimento sobre alguma coisa, mas comunhão, conhecimento de Deus". Este é o grande objetivo, conhecer "Deus", a Realidade em nós. Não é a crença, a fé ou o simples conhecimento o que importa. O fundamental é a comunhão interior, o religar da Mente individual com a Mente universal, a capacidade do homem "transcender os limites da dualidade que faz dele homem e tornar-se uma consciência divina".
A posse da Gnosis significa a habilidade para receber e compreender a revelação. O verdadeiro Gnóstico é aquele que conhece a revelação interior ou oculta desvelada e que também compreende a revelação exterior ou pública velada. Ele não é alguém que descobriu a verdade a seu respeito por meio de sua própria desamparada reflexão, mas alguém para quem as manifestações do mundo interior são mostradas e tornaram-se inteligíveis. O início da Perfeição é a Gnosis do Homem, porém a Gnosis de Deus é a Perfeição aperfeiçoada. "Aperfeiçoamento" é um termo técnico para o desenvolvimento na Gnosis, sendo o Gnóstico realizado conhecido como o "perfeito", "parfait".
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Sociologia e Antropologia
O povo brasileiro
Nós, brasileiros somos considerados um povo novo. Pois somos fruto de várias misturas de raças: portugueses, japoneses, índios, negros africanos entre muitas outras. Misturas de muitas culturas o que nos levou a uma sociedade rica em cultura, mas defasada em questões materiais
E essas misturas fazem do nosso país multicultural. Embora o Brasil seja um país “misturado”, os povos ainda seguem seus ancestrais em suas religiões e crenças.
Mais do que uma simples etnia, o Brasil é uma etnia nacional, um povo-nação. Diferente de outros países, nós os brasileiros formamos um só povo, uma nação unificada.
As únicas exceções são as tribos indígenas, pois sua existência não afeta o destino nacional, pois preferem viver isolado.
Algumas causas para contribuir com a desigualdade social do nosso país é o grande numero de estrangeiros com livre acesso ao nosso país e o resultado de um processo contínuo e violento de política que defende apenas o interesse de classes isoladas.
Assim foi criada uma barreira simplesmente impossível de transpor. Deixando os pobres num abismo.
Nós orgulhamos de sermos brasileiros, mas esquecemos que as diferenças ainda agem de forma preconceituosa entre nós. O maior preconceito sofrido nos dias atuais não é relacionado à cor, raça, religião ou cultura. O que importa é possuir riqueza material suficiente para comprar seu passaporte e se manter nas classes mais altas.
Quando se tem muita riqueza material, todas as outras diferenças culturais, de raças ou crenças ficam pequenas ou totalmente sem valor. O que não aconteceria para um menos favorecido.
Nós, brasileiros somos considerados um povo novo. Pois somos fruto de várias misturas de raças: portugueses, japoneses, índios, negros africanos entre muitas outras. Misturas de muitas culturas o que nos levou a uma sociedade rica em cultura, mas defasada em questões materiais
E essas misturas fazem do nosso país multicultural. Embora o Brasil seja um país “misturado”, os povos ainda seguem seus ancestrais em suas religiões e crenças.
Mais do que uma simples etnia, o Brasil é uma etnia nacional, um povo-nação. Diferente de outros países, nós os brasileiros formamos um só povo, uma nação unificada.
As únicas exceções são as tribos indígenas, pois sua existência não afeta o destino nacional, pois preferem viver isolado.
Algumas causas para contribuir com a desigualdade social do nosso país é o grande numero de estrangeiros com livre acesso ao nosso país e o resultado de um processo contínuo e violento de política que defende apenas o interesse de classes isoladas.
Assim foi criada uma barreira simplesmente impossível de transpor. Deixando os pobres num abismo.
Nós orgulhamos de sermos brasileiros, mas esquecemos que as diferenças ainda agem de forma preconceituosa entre nós. O maior preconceito sofrido nos dias atuais não é relacionado à cor, raça, religião ou cultura. O que importa é possuir riqueza material suficiente para comprar seu passaporte e se manter nas classes mais altas.
Quando se tem muita riqueza material, todas as outras diferenças culturais, de raças ou crenças ficam pequenas ou totalmente sem valor. O que não aconteceria para um menos favorecido.
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