sábado, 8 de janeiro de 2011

A Constituição e Suas Influências

Analisando o texto do jornal Folha de São Paulo se entende que o autor, doutor Marcus Orione Gonçalves Correia, desejava especular o quanto a Constituição influenciou no nosso modo de viver. É claro que a pergunta que ele faz no começo, “a nossa Constituição teria auxiliado na pavimentação da cidadania?” É facilmente respondida quando vemos todos os nossos direitos adquirido, direitos que o artigo 5º da Constituição se preocupa em proteger, esses direitos contidos no artigo 5º ao mesmo tempo que protege o cidadão, ele também obriga o cidadão e os órgãos públicos a fazerem com que essa lei seja cumprida.

Os direitos e obrigações da Constituição são tão importantes que nenhuma lei criada após a Constituição, pode ir contra ela, jamais uma lei poderá ferir os direitos e obrigações contidos na constituição.

Porém sempre que leio a constituição e principalmente o artigo 5º, para mim não fica muito claro quem deve fazer com que a constituição seja cumprida, todos sabemos que a Justiça brasileira é a primeira responsável pelo seu cumprimento e em segundo lugar o povo brasileiro tem obrigação de garantir o seu cumprimento, porém não encontrei nenhuma lei explicita dizendo, por exemplo, o STF, a policia, o pai, a mãe, o filho, tem que fazer com que algo deve ser cumprido. Talvez por esse motivo existem milhares de processos na justiça que poderiam ser evitados caso a lei fosse mais clara sobre de quem é cada direito e responsabilidade.

Percebo também que apesar da constituição se preocupar com os direitos e obrigações de todo povo brasileiro, os que mais utilizam de seus benefícios são as pessoas de melhor poder aquisitivo, pois essas pessoas possuem maior facilidade de encontrar orientação jurídica e exigir seus direitos.

Mesmo assim a constituição teve e continua tendo muita força para mudar e melhorar a vida do povo brasileiro, muitos direitos trabalhistas foram garantidos através da constituição, sem falar do melhor tratamento que as crianças recebem dos seus pais e dos profissionais da educação.

Graças a constituição a discriminação feminina, dos negros, dos deficientes foi drasticamente reduzida, pois a constituição visa garantir igualdade para todos e satisfazer as necessidades dos mais necessitados.

Resumo: Tiros em Colombine.

Nos Estados Unidos ocorre muitas vezes de alguém pegar uma arma e sair por ai matando as pessoas, utilizando isso como pretexto o documentarista Michael Moore fez um documentário, que em minha opinião não pretende explicar porque isso acontece, mas nos provoca a refletir sobre a educação violenta dada as crianças e adolescentes através dos programas de TV dos brinquedos e jogos violentos, dos jornais que procuram sempre noticiar assuntos violentos e também mostra nossa sede por violência, tendo como exemplo a parte em que M´Moore pergunta para o reporte “se ocorrer um afogamento e um assassinato qual você vai noticiar?” o repórter responde “o assassinato”, demonstrando o ciclo vicioso em volta da violência.

No Canadá ele também mostra que lá existem muitas armas e a população também é acostumada a cassar e mesmo assim os índices de assassinatos são baixos, mesmo tendo um maior índice de desemprego, porém lá a TV mostra programas educativos e os políticos falam de propostas para melhoria da qualidade de vida da coletividade.

Portanto o povo daquele pais é refém do próprio crime, eles sempre tiveram a cultura militar acentuada, toda família tem alguém que já participou de alguma das inúmeras guerras promovidas pelo Estados Unidos, também vivem em constante medo de atentados terroristas.

Tudo isso mostra que eles se tornaram paranóicos e não sabem mais como resolverem as coisas de forma democrática, mas sim atirando e explodindo quem não está do lado deles.

O Dilema do Ambiente Educacional Incoerente.

O dilema.

Porque foi usada a palavra dilema? Porque é um problema que todos enxergam, que todos tem uma opinião, mas que não existe um consenso, não existe uma idéia da qual todos concordam.
Portanto, o problema é que nas escolas os professores encontram um ambiente inadequado para a pratica da educação. Não todas escolas, existem escolas onde a educação funciona, mas no caso estamos falando das escolas onde as coisas não andam bem.
Essas escolas enfrentam problemas porque os alunos vêem de uma sociedade perturbada e vitima de violência, abandono, trafico de drogas e diversos tipos de abusos.
Então como pode um professor ensinar numa escola dessas matérias como trigonometria ou analise sintática?

A educação “legal” na escola

Quando falamos de educação legal não estamos dizendo aquela educação “bacana” ou “da hora”, queremos dizer educação legal no sentido jurídico.
Será que os jovens conhecem seus direitos e deveres como cidadão, talvez se eles soubessem seus deveres legais eles não teriam um comportamento social melhor?
Se eles conhecessem seus direitos legais, será que não teríamos menos jovens vitimas de abusos?
Hoje a única coisa que um jovem sabe sobre a lei é que “menor de idade não vai preso”.
O dilema é que antigamente os nossos pais mesmo desconhecendo a lei nos ensinavam os nossos direitos e mais ainda, as nossas obrigações como cidadãos, mas hoje isso não é muito comum nas famílias, será que não é um papel que as escolas devem assumir?

O que se ensina nas escolas e o que se deve ensinar

Este tópico tem como base o primeiro tópico abordado “O dilema do ambiente incoerente”.
Porque tendo em vista que muitos jovens vêem de uma sociedade problemática, seria correto tentar transmitir um conteúdo cientifico para eles, sendo que muitos deles nunca terão a oportunidade de utilizar esse conhecimento?
Por outro lado seria justo privá-los desse conhecimento só porque vivem em uma sociedade menos favorecida?
É claro que não.
Todos os jovens têm o direito de receber do estado a educação necessária para poder se adequar ao mercado de trabalho e a sociedade melhor favorecida “financeiramente”.
Hoje o mercado de trabalho exige um conhecimento aprofundado em diversas áreas do conhecimento acadêmico e isso tem que ser transmitido a todos os jovens.
Porém um jovem que vive numa sociedade “problemática” antes de tudo isso ela precisa aprender a sobreviver nesse ambiente, ela precisa saber se distanciar das drogas, do crime, saber seus direitos e se defender de diversos tipos de abuso, alem de aprender todo conteúdo acadêmico que o mercado de trabalho exige.
Por isso se pergunta o que é ensinado nessas escolas que acolhem esses jovens é o que ele precisa ou é o que querem que eles aprendam?
Será que alem do ensino acadêmico as escolas não deveriam dar a eles outro tipo de assistência?

O que é realidade?

O que quer dizer realidade para esses jovens e para o educador
A função do educador fica totalmente fantasiosa aos olhos dos alunos que vivem nesse ambiente do qual falamos.
E normalmente o que os alunos vivem e necessitam não condiz com a grade curricular do curso a qual o educador deve seguir.
Então como e com qual poder o educador deve fazer para aproximar as duas realidades?

Quais são as competências exigidas no ambiente incoerente?

Nesse dilema a única coisa certa é que o professor precisa ter diversas competências para poder exercer um bom trabalho.
O professor não pode ignorar esses fatores e fazer somente sua obrigação, ele deve dar muito mais de si e para isso ele precisa se preparar.
Ele precisa ser consciente dos problemas vividos pelos alunos e de que o que ele vai ensinar não é de primeira necessidade deles, além de ser capaz de criar uma didática que concilie as duas situações.
Como exemplo um professor de matemática ou português alem de ensinar a sua matéria, ser capaz de utilizá-la para ensinar cidadania aos seus alunos.
Por isso o educador precisa ter várias competências, senso de cidadania, otimismo, coragem, saber se comunicar em ambientes desfavoráveis e muitas outras.
Porém ao mesmo tempo ele deve entender que ele não é de aço e tomar o máximo de cuidado para não ser influenciado negativamente e nunca ultrapassar seu “mandato”, isto é fazer tudo isso dentro das linhas que regem suas obrigações e deveres como educador.

A pedagogia e a Educação Infantil

Uma pesquisa sobre a pedagogia infantil pode identificar vários fatores regulares percebidos no processo de educação, fatores que precisam ser investigados. Pois acreditasse que a pedagogia é um campo de estudo que ainda precisa ser muito desenvolvido.

O ambiente pedagógico não está preso somente ao ambiente escolar, mas em todos ambientes onde a criança vivencia uma experiência educativa, como fora da escola, em casa, e nas creches. Porém a forma de educação nesses ambientes não escolares deve ser diferenciada da forma de educação escolar.

No Brasil essa idéia vem sendo implantada dês da década de sessenta, porém essa pratica se iniciou de forma padronizada ao ensino tradicional, seguindo o mesmo plano, porém com praticas adaptadas a idade das crianças, ai nascia a pré-escola.

A mudança ocorre na forma teórica que nos dá um novo conceito que altera a forma de pensar e exercitar a educação da criança de 0 a 6 anos, deforma que surgiu um novo campo da ciência social a ser estudado pela pedagogia.

Uma dificuldade para o desenvolvimento da pedagogia é que ela dificilmente é considerada uma ciência autônoma e ainda outros não a consideram uma ciência, mas somente uma pratica que é aplicada, como um estudo da pratica educativa se tornando parte da ciência da educação. Porém a pedagogia possui suas próprias qualidades que a diferencia das outras ciências que apóiam a pedagogia, por isso não podemos fracionar a pedagogia instituindo cada parte dela a uma ciência diferente.

Segundo “Pimenta” a pedagogia não é a atividade de ensinar mas sim o estudo dessa atividade, a pratica de ensinar é o ambiente onde a pedagogia colhe as informações a serem estudadas e depois as devolve em forma de teoria a ser praticada pelo educador, atestando o que dizia Sacristán, que a pedagogia “vai perseguindo a sombra que ela mesma tem que ir criando”.

A Pedagogia na modernidade teve seu inicio marcado por dois princípios que davam a idéia que a pedagogia precisava se alimentada por disciplinas auxiliares e que a pedagogia precisava se unir a psicologia.

Hoje em discuções procura-se estudar a didática que hoje atua principalmente o ambiente escolar, ignorando todo ambiente pedagógico que nos oferece a vida social, praticado na família ou nos relacionamentos ocorridos com outros seres da sociedade.

A didática tem como auxiliar o educador na função pedagógica, de forma que as instituições de ensino infantil pré-escolar, devem praticar uma didática diferenciada das escolas. Porque diferente da escola que ensina os conhecimentos básicos as pré-escolas e creches tem como objetivo completar a educação familiar num ambiente coletivo para a criança de 0 a 6 anos.

O problema com o ensino de conhecimentos específicos padronizados é que a educação infantil não tem intenção de ensinar conteúdo, mas se preocupa com a formação dos professores, a educação infantil deve se preocupar com quais conhecimentos deve ter o educador, analisando as experiências vivenciadas pelas crianças.

As experiências vivenciadas pela criança no começo de sua vida são muito diferentes das experiências das crianças em idade escolar do ensino fundamental, porém apesar da educação das crianças de 0 a 6 anos ser diferenciada das crianças do ensino fundamental, deve haver um elo entre o que é ensinado aos dois grupos de crianças.

Um fator importante é não atrelar a educação infantil somente ao contexto ensinar mas sim identificar a educação infantil ao contexto educar, dessa forma a educação infantil não fica restrita somente a escola e ela poderá adquirir proporções gigantescas, assim a educação infantil irá atuar em todos ambientes em que a criança estiver, principalmente no ambiente familiar.

Portanto é possível haver uma padronização na pedagogia e na didática, mas é importantíssimo haver adaptações influenciadas pelas diversas faixas etárias, estados sociais e familiares, autônima dos educadores e das crianças e ambientes em que vivenciam suas primeiras experiências.

Resumo: Ilha das Flores

O filme Ilha das flores segundo a minha ótica inicia e segue até quase o final mostrando detalhes do cotidiano do povo, o autor utiliza desses detalhes para dar uma introdução do processo econômico vigente, o Capitalismo.

Mesmo sendo um filme com intuito de alertar as pessoas a um problema grave, o autor utiliza uma linguagem em sua narração que não demonstra nenhum sentimento de descontentamento com a triste situação que demonstra o filme, pelo contrário, ele transmite em sua narrativa um sentimento de como se o filme falasse de um processo comum, como se fosse um processo mecânico sem sentimento. Eu acredito que o autor utilizou essa forma de linguagem, para, ironicamente, demonstrar como a sociedade se sente diante de fatos desse tipo, totalmente indiferentes, como se o fato de alguém “esmolar” na rua fosse parte do processo de enriquecimento de outros.

Em alguns momentos do filme vemos que o autor utilizou de uma linguagem satírica para explicar que o lucro (o lucro livre e a igreja católica), era algo condenado pelos religiosos que eram os governantes da época, e por forma da imagem de religiosos apresentada no filme, o autor menciona que os governantes ficavam descontentes e que depois do lucro ter sido liberado os governantes ficaram felizes.
Com tudo isso o filme mostra um pouco de como funciona o capitalismo, ao mesmo tempo o filme nos mostra a importância que tem o ser humano quando comparado aos outros mamíferos, pois possuímos diversas capacidades físicas e mentais que outros seres vivos não tem.

Ao final do filme nós vemos os efeitos colaterais do processo econômico, mesmo com essas habilidades nós não estamos em melhor posição dentro do processo capitalista, vemos que o ser humano “livre”, isto é, sem dono, porém ao mesmo tempo sem dinheiro, tem direitos menores do que dos porcos, simplesmente pelo fato dos porcos possuírem um dono. E mesmo eles sendo infinitamente menos desenvolvidos do que os seres humanos eles representam um certo valor econômico ao seu dono como demonstrado no inicio do filme quando o senhor Suzuki comprou carne de porco com o dinheiro que a Dona Anete utilizou para comprar os tomates, dinheiro que ela adquiriu vendendo perfumes, que seguramente não foram comprados por nenhum morador das ilhas das flores.

Como o filme foi criado em 1989 praticamente quatro anos após o fim do militarismo no Brasil (1985) ou um governo presidencial do regime democrático, da a entender que o autor teve a intenção de fazer um balanço, para verificar como esse novo regime econômico estava funcionando, porém ele nunca demonstrou ser contra o capitalismo e a favor de outros tipo de regime econômico, mas parece querer que não nos esquecemos quem somos somente tem do em vista o lucro e que não deixemos de sermos humanos só pelo dinheiro.
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